Eu mesma ainda não vi, mas sei de longe que vale a pena.
abs,
Edna Costa
55 16 91587792
Skype: ednacostasim
-----Mensagem Original-----
From: Gustavo
Sent: Tuesday, August 06, 2013 7:08 PM
To: REBEA@yahoogrupos.com.br
Subject: [REBEA] Faça um favor a si mesmo: assista o Roda Viva com a Mídia
Ninja
Faça um favor a si mesmo: assista o Roda Viva com a Mídia Ninja
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-ninja-no-roda-viva-o-futuro-explodindo-o-velho
Os Ninja no Roda Viva: o futuro explodindo o velho
Enviado por luisnassif, ter, 06/08/2013 - 10:38
Autor: Luis Nassif
É chocante a assimetria analítica entre os dois rapazes e meus colegas da
mídia tradicional. A bancada foi muito bem escolhida, de alto nível e
pontificando em todos os momentos, esgrimindo os argumentos tradicionais da
mídia. É representativa do melhor pensamento midiático tradicional. E o
melhor pensamento tradicional foi incapaz de entender os novos tempos, o que
os rapazes chamam de "caldo efervescente de narrativas múltiplas".
Por isso mesmo o termo "crise narrativa" é adequado. Assisti dois
representantes das redes sociais, Capilé e Bruno Torturra brandindo
conceitos contemporâneos, como trabalho em rede, ou o que chamam de "mosaico
de múltiplas parcialidades" que refetem brilhantemente as formas de montagem
de consensos em ambientes democráticos não oligopolizados. E parecia que
falavam grego.
Quando explicaram que o jornalismo caro reflete um modo de produção
antiquado, da era industrial, em pleno advento da era da informação, era
como se falassem javanês.
Quando explicaram que relacionavam-se com todos os grupos porque uma das
características do trabalho em rede é a não compartimentalização, chocaram
os ouvidos puros dos meus contemporâneos, filhos da Guerra Fria e da luta
contra a ditadura.
https://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M
Roda Viva | Mídia Ninja | 05/08/2013
Roda Viva Roda Viva·1.510 vídeos
32.853
19.268
Transmitido ao vivo em 05/08/2013
Roda Viva recebe o jornalista Bruno Torturra e o produtor cultural Pablo
Capilé, ambos idealizadores do grupo Mídia Ninja.
http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/08/06/midia-ninja-da-um-baile-na-bancada-do-roda-viva/
Mídia Ninja dá um baile na bancada do Roda Viva
06/08/2013 | Publicado por Renato Rovai em Geral
Pablo Capilé e Bruno Torturra estiveram na noite desta segunda-feira no Roda
Viva da TV Cultura. Deram um show e uma aula de comunicação para uma bancada
que parecia atordoada e sem conseguir entender o que está acontecendo por
fora das corporações midiáticas.
A bancada do programa foi coordenada pela última vez por Mário Sérgio Conti,
que será substituído pelo glorioso Augusto Nunes. Além dele, participaram do
debate Eugênio Bucci, Caio Túlio Costa, Suzana Singer e Alberto Dinnes. Por
parte de alguns, o espetáculo foi deprimente. Sem exagero.
Alberto Dines parece ter sido o único a entender o significado da Mídia
Ninja. E foi também o único que tentou debatê-la como uma nova experiência
jornalística e não como coisa de um grupo que precisa explicar de onde vem o
dinheiro que o financia e a que partido seus integrantes estão vinculados.
Tudo que acontece por fora do mercado tradicional só pode ter algum vínculo
com grupos políticos. E tem sempre algo de suspeito. Foi esse o recado que a
turma dos jornalistas tentou mandar pra audiência. E foi desmoralizada na
tese com respostas tranquilas e equilibradas de Torturra e Capilé.
Suzana Singer teve que engolir seco e ver Capilé relembrando uma coluna dela
onde a ombudsmann da Folha chamava a atenção para o fato de o jornal não
citar o PSDB num escândalo.
Mário Sérgio Conti também ouviu, quase que tossindo, Torturra dizer que a TV
Cultura também não é tão independente assim até porque nunca tratou com
transparência o caso da demissão de Heródoto Barbeiro. Pra quem não conhece
a história, Heródoto foi demitido a pedido de Serra .
Eugênio Bucci foi muito mal. Quando se viu perdido decidiu fazer perguntas
tão longas que parecia querer se auto-entrevistar. Ao falar de quanto se
gasta em publicidade no governo tentou exagerar nos números dizendo que nos
dados que Capilé trouxe não contabilizavam os recursos das estatais. E
contabilizavam. Falou do governo federal, mas não citou, por exemplo, os
gastos do governo do Estado. Aliás, ele sempre se esquece desse "personagem"
quando trata do assunto. Proporcionalmente o governo do Estado de São Paulo
gasta muito mais com publicidade do que o governo federal.
O Roda Viva de ontem foi uma demonstração de como o jornalismo tradicional
envelheceu algumas décadas nos últimos anos. Se fosse um jogo de futebol, o
baile que a bancada tomou da dupla Capilé e Torturra teria sido mais
constrangedor do que a que o Santos levou do Barcelona. Foi triste de ver.
Mas ao mesmo tempo também foi feliz. Tem coisa nova rolando. E o jornalismo
não é mais refém da turma do mesmo de sempre. Hoje ele tá na mão de quem
acredita na reinvenção.
Se não viu o programa, pode assisti-lo aí embaixo para conferir se este
blogueiro exagera.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-revisionismo-jornalistico-do-poeta-baudelaire
O revisionismo jornalístico do poeta Baudelaire
Enviado por luisnassif, ter, 06/08/2013 - 15:32
Por jc.pompeu
Comentário ao post "Os Ninja no Roda Viva: o futuro explodindo o velho"
Baudelaire considerado o poeta crítico arauto da modernidade que vingara na
passagem do século xix para xx explodindo/implodindo o velho regime e
inaugurando o futuro burguês-socialista também teve um momento político
imprensa libertária subversiva "mídia ninja" pautada no calor frenético dos
acontecimentos da revolução de 1848, na Paris da reincidente velha monarquia
do rei Luís Felipe, com os banais recursos tecnológicos e materiais de se
fazer jornal naquela época que guardam certa relação do "entusiasmo
romântico alemão" com os jovens ativistas de hoje produtores dessa nova
mídia internet em redes sociais abertas e nos coletivos culturais de
accountability originalíssimo de contabilidade sofisticada sistêmica
onlineque rodou e rodou e rodou a cabeça tonta dos jornalistas de mercado
acostumados a fazer contas a receber PJ pela velha matemática caminho suave
do ministro desonerativo 2+2=Mantega...
Eis um revisionismo jornalístico do poeta Baudelaire afetado por suas
relações pater família e conflitos patronais, por ocasião da revolução de
1848, a primeira revolução socialista moderna.
"Quanto a Charles Baudelaire, ele se consola de não ter conseguido
aproveitar a revolução de 1848 para abater Aupick (seu odiado padrasto e
general francês que roubara a mãe do menino mimado edipiano), ao constatar
que o governo provisório, formado há pouco, instituiu, além do sufrágio
universal (ideia esquisita!), a liberdade de reunião e de imprensa. Não há
mais censuras, caução prévia, imposto do selo! De repente, Baudelaire e
Champfleury decidem fundar um jornal. Não são os únicos. De todas as partes,
folhas efêmeras vêm a lume. A que Baudelaire e amigos têm em mente já está
intitulada, Le Salut Public, e sediada: na sala do segundo andar do cafè
Turlot fica a redação, onde os colaboradores se sentirão em casa. E o
financiamento? Todos esses jovens estão à dependura. Mas, raspando o fundo
do baú, Charles Toubin e o irmão acabam por juntar noventa francos.
O primeiro número, redigido no botequim em menos de duas horas, com tiragem
de quatrocentos exemplares, é confiado a vendedores voluntários (operários
sem emprego) que se espalham pela cidade. Porém, não voltam com a féria.
Guardaram-na para eles. Por ocasião do segundo número, Coubert faz uma
vinheta representando um homem de blusão, cartola e que, de pé numa
barricada, segura numa das mãos um fuzil e, na outra, uma bandeira trazendo
esta divisa: Voix du peuple, voix de Dieu (Voz do povo, voz de Deus).
Baudelaire, que mistura à vontade poesia, religião e revolta, vai levar um
exemplar ao arcebispo e um outro a Raspail, o fogoso redator de L'Ami du
peuple. Em seguida, com camisa de proletário, dirige-se para a rua
Saint-André-des-Arts a fim de ofertar o seu jornal aos passantes. Uma jovem
disfarçada de operária faz o mesmo na rua dos Saints-Pères. Ambos recolhem
uns quinze francos. Em vista da modicidade do capital restante, fica
decidido que não haverá terceiro número e que o lucro da venda servirá para
pagar um banquete, limitado a cinco convivas, num restaurante da rua de
Beaune.
[...]
Nesse intervalo, o ardor republicano de Baudelaire se arrefeceu. A tal ponto
que ele aceita ir para o interior dirigir um bissemanário conservador
recém-criado: Le Représentant de l'Indre. Mas, já na sua chegada a
Châteauroux, ele indispõe os principais donos dessa publicação, reunidos
para um banquete de boas-vindas ao manter durante a refeição toda um
silêncio desdenhoso. À sobremesa, como um conviva observa: "Mas o senhor
Baudelaire não diz nada", ele explica: "Senhores, não tenho nada a dizer.
Não vim aqui para ser o empregado das suas inteligências?". No dia seguinte
é uma viúva de certa idade, diretora da tipografia do jornal, que tem um
sobressalto de indignação, ao ouvi-lo pedir: "Onde está a aguardente da
redação?". Quanto aos sábios abonados de Le Représentant de l'Indre, eles
esfregam os olhos ao lerem, num artigo intitulado "Actuellement", esta
afirmação atribuída ao novo chefe da redação: "Quando Marat, aquele homem
doce, e Robespierre, aquele homem limpo, pediam, respectivamente, 300 mil
cabeças e a permanência da guilhotina, eles obedeciam à inelutável lógica do
sistema."
E esta outra, segundo a qual a insurreição é "legítima - como o assassínio".
Pouco depois, Baudelaire, o amigo dos agitadores socialistas, é secamente
despedido pelos seus contratantes e volta para Paris."
Baudelaire, de Henri Troyat (3,00 reais num sebo do centro da cidade).
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{ListaRepea} Fw: [REBEA] Faça um favor a si mesmo: assista o Roda Viva com a Mídia Ninja
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