Enviado: sexta-feira, 14 de novembro de 2014 22:00
Para: Rodrigo Rosso Marques; juliane.cintra@acaoeducativa.org
Cc: luiz.henrique@usp.br; Regina Maria; Neivaldo Zovico; Silvana Conti; Suelaine Carneiro; Analise Da Silva; maria falcao; Liliane; Billy Malachias; Lula Ramires; Clovis Arantes; rosangel@usp.br; Monica Pilz Borba; gersem@terra.com.br; Marcos Sorrentino; Sônia Santos; flavia lima; Projetos; Chikinha Paresi; ASSP Associacao de Surdos de Sao Paulo; Mario Fernando Martins Bentes Martins Bentes; Jaqueline Santos; Eliane Gonçalves; Lizandra Guedes Guedes; Alexandre do Nascimento; Michele Ação Educativa; Ananda Grinkraut; Migh Danae.; Coordenação; vinicius xavier zammataro; ramosmarcia@yahoo.com.br; Daniela Takara; edneia goncalves; Maria; Gevanilda Santos; secretariaeducacao@abglt.org.br; Rachel Trajber; sylviacavasin; Anatalia; Ellen Vieira Santos; Luis Serrao
Olá pessoal
Aqui vai a versão final do Manifesto, inclui também a proposta de professores fluentes em Libras trazida por Rodrigo.
Dêem uma lida final. Ela segue aquela linha da minha mensagem abaixo quanto às questões que são possíveis de terem acordo com relação à educação bilingue surda do nosso lugar de Ação Educativa.
Vamos falar de assinaturas agora? Temos uma lista inicial que precisa ser checada. Mõnica e Marcos, vejam se é possível trazermos a assinatura da Rede Brasileira de Educação Ambiental ou se deixamos somente o Instituo 5 elemntos e o Oca - Laboratório da Esalq/USP. Gersem, segue a assinatura do Fórum Indígena? Analise e Vinicius, mantemos a assinatura do Fórum EJA MG e SP? Maria, mantemos a assinatura do Fórum Baiano? Carlos, qual a assinatura de MT? Natalina, como fica o coletivo de Igualdade Racial da CNTE?
Bom gente, precisamos checar tudo isso para fechar o documento. Por favor, peço para que vocês busquem resolver estas questões de assinatura no final de semana para que possamos fechar a diagramação na segunda cedinho. Gente, precisamos fa força de vocês para fechar. Ajudem, por favor...
Pode ser?
A lista provisória:
- Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação
- Aliança Paulista LGBT
- Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)
- CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades
- CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
- Campanha Nacional pelo Direito à Educação
- ECOS - Comunicação em Sexualidade (coordenadora da Rede de Educação, Gênero e Sexualidade - REGES)
- Fórum Baiano de Educação Infantil
- Fórum Permanente de Educação Inclusiva
- Fórum EJA/MG
- Fórum EJA/SP
- ASSP - Associação de Surdos de São Paulo
- Comissão Articuladora dos Professores Indígenas do Estado do Amazonas
- FENEIS - Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos
- Geledés – Instituto da Mulher Negra
- Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade
- Liga Brasileira de Lésbicas
- Soweto Organização Negra
- Movimento Sem Terra (MST)
- Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (PA)
- Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial de Santarém (PA)
- Oca - Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP
abraços
Denise
Olá Regina, Neivaldo e Rodrigo
Com transparência e respeito, quero dialogar com vocês sobre dois pontos: a construção deste Grupo de Diálogos e até onde podemos ir juntas e juntos neste momento.
O Grupo Tranças da Diversidade na Educação nasce de uma aposta em um diálogo entre coletivos, organizações, movimentos do campo da chamada diversidade. Desde o início, a expectativa era identificar pontos comuns e intersecções em prol de uma agenda comum. A expectativa expressada na primeira reunião e retomada na terceira oficina não é que o Grupo e o Manifesto sejam uma "somatória de agendas", mesmo porque há conflitos entre elas.
Consequentemente, não se trata de um pacto que reúne todas as pautas de cada movimento. Evidentemente, cada movimento tem uma agenda mais abrangente do que a expressada no Manifesto e no Grupo, pois é resultado dos acordos possíveis nesse momento de sua história. Isso vale também para as questões de gênero e educação, educação e relações raciais, EJA, diversidade sexual e muitas outras. Digo isso, porque devemos ter cuidado para não esgarçar essa construção do Grupo, querendo colocar para dentro questões que conflitivas. Evidentemente, cada movimento pode lançar seu documento específico na Conae, como muitos já vão fazer.
A educação bilíngue de surdos foi uma das questões mais conflitivas da Conae 2010 e das Conaes municipais e estaduais de 2013. Muitos de nós acompanhamos os debates. Por isso, foi o primeiro tema proposto para aprofundamento na primeira oficina do Grupo de Diálogos.
Sabemos que falar em diversidade implica considerar, de fato, diferenças internas a cada segmento, comunidade etc. No caso dos surdos há mais pluralidade do que a expressa na Conae (existem aquelas pessoas que defendem a comunicação somente em Libras, os que são e defendem a oralização, aquelas que se filiam a uma proposta que assegure as duas possibilidades de comunicação). Sabemos de conflitos entre intérpretes, na qual havia acusações de manipulação que comprometiam os diálogos entre a comunidade surda e outros segmentos.
Acompanhamos por meio da Campanha Nacional a tramitação do PNE no Congresso, em especial, no Senado, onde grupos privados e de determinados setores de intérpretes se passavam por surdos para sensibilizar os senadores. E temos conhecimento de que há toda uma complexidade na relação público-privado quando se fala em defender uma política de escolas bilíngues para surdos.
Pessoalmente, entendo que o diálogo dos ativistas do movimento surdo com a realidade indígena é interessante, mas percebo que também há riscos para comunidade surda. Os indígenas e quilombolas defendem a educação diferenciada a partir do território, de culturas e pertencimentos. O desafio é garantir que as escolas bilíngues de surdos não se transformem em novos espaços de segregação. Ao mesmo tempo, entendo completamente os limites e desafios atuais do processo de inclusão no ensino regular – ainda em curso – muitas vezes caracterizado pelo isolamento e pela discriminação sofrida por muitas crianças, adolescentes, jovens e adultos surdos.
Como frisado por vocês e membros do Fórum de Educação Inclusiva, há necessidade de aprofundar o debate sobre o modelo público de atendimento escolar de surdos, considerando a sua pluralidade. Não cabe a este nosso Grupo, ao menos não neste momento de construção, se posicionar em assunto tão complexo, mas, sim, demandar o espaço para esta discussão (legítima, urgente, fundamental).
Ação Educativa participa da Campanha Nacional de Educação, que envolve Fóruns de Educação Inclusiva muito críticos à possibilidade de escolas de atendimento exclusivo para surdos serem financiadas com recursos públicos da educação. A proposta desses grupos da Campanha é que o atendimento escolar possibilite a interação de pessoas surdas com as demais, admitindo classes de educação bilingue, um serviço que funciona na escola comum. Cabe à educação pública promover esses "encontros" e as condições para que a permanência e o acesso aos bens culturais historicamente construídos se efetivem com qualidade.
Dito isso, do lugar de Ação Educativa que propôs a construção deste Grupo, fez o convite aos representantes de coletivos e foi atrás das condições para que integrantes da comunidade surda pudessem ser sujeitos dessa construção, explicito com transparência que podemos defender juntos os seguintes pontos (alguns deles propostos por nós):
- educação bilíngue de surdos - a superação da discriminação linguística - a lei que estabelece o ensino de Libras para surdos e não surdos em todas as escolas públicas e privadas - a busca ativa domiciliar de crianças e adolescentes fora da escola (cerca de 3 milhões, compostas também por crianças negras, indígenas, com deficiência, surdas etc.) - as Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação de Pessoas Surdas. A construção das Diretrizes será um momento importante de aprofundamento do debate sobre o modelo público. - acelerar as condições de implementação da educação inclusiva.
Nós, da Ação Educativa, podemos chegar até aqui neste momento. Não podemos assinar um manifesto com pontos que não concordamos ou que não temos acúmulo para posicionamento. É possível avançarmos com estes pontos? É com transparência, que explicito os limites de nossa instituição.
Chamo mais uma vez a atenção para o desafio de construção deste nosso Grupo de Diálogos, de não esgarçarmos e compreendermos as possibilidades e limites de cada espaço e de cada estratégia política. O Grupo deve potencializar o diálogo, a escuta, a possibilidade de compreendermos melhor as complexidades de cada campo e de fazer política a partir de pontos consensuais.
Agradeço a aposta e o diálogo franco, transparente. Sei que é um esforço e um aprendizado para todos/todas nós. Aprendi muito com vocês nas Oficinas de Trabalho.
Abraços Denise
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Denise Carreira Coordenadora da Área de Educação Coordenadora da Unidade Diversidade, Raça e Participação Ação Educativa (11) 3151-2333, ramais 103 e 132 denise.carreira@acaoeducativa.org www.acaoeducativa.org






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