Quando aconteceu a proclamação da República, o Brasil contava com uma população formada por 85% de analfabetos. Assim, logo aconteceu uma reforma educacional que ficou conhecida como Reforma Benjamim Constant, que buscava dar maior ênfase ao ensino da ciência e das matemáticas. Tal reforma estava em acordo com as ideias do positivismo do filósofo francês August Comte (1798-1857), ideias adotadas pelos militares que lideraram a proclamação da República. Essa reforma valia apenas para o Distrito Federal (Rio de Janeiro) e se referia principalmente aos sete anos do ensino secundário.
Na década de 1920, surgiu um movimento conhecido como Escola Nova, ou escola Ativa, que considerava a criança como centro do processo de aprendizagem e buscava introduzir na escola situações da vida real. Essas ideias influenciaram profundamente a abordagem matemática nas escolas, primeiramente de nível primário, pois as de nível secundário continuaram ensinando conteúdos matemáticos baseados na memorização e sem relação com situações reais, somente acadêmicas.
Anteriormente, em 1908, realizou-se em Roma o quarto congresso internacional de Matemática presidido pelo matemático alemão Felix Klein (1849-1925). No Brasil, o maior adepto das novas ideias foi o professor de Matemática Euclides Roxo (1890-1950), professor do Colégio Pedro II que idealizou uma grande mudança na educação matemática, cuja principal característica, foi a unificação das disciplinas de Aritmética, Álgebra, Geometria e Trigonometria, em uma nova disciplina chamada Matemática.
Essa reforma foi aprovada no Colégio Pedro II em 1928 e só mais tarde, em 1931 espalhou-se a partir de uma série de decretos que ficou conhecida como reforma Francisco Campos, nome do mineiro que ocupava o cargo de Ministro da Educação e Saúde no governo Getúlio Vargas. A proposta que estava no "Novíssimo Programa do Ensino Secundário" era bem detalhada e seu texto iniciava-se com a exposição das finalidades do ensino da Matemática: "O ensino da Matemática tem por fim desenvolver a cultura espiritual do aluno pelo conhecimento dos processos matemáticos, habilitando-o ao mesmo tempo, à concisão e ao rigor do raciocínio pela exposição clara do pensamento em linguagem precisa". A proposta ainda enfatizava alguns aspectos importantes do ensino da matemática, como a importância do aluno ser um participante ativo de sua aprendizagem e o abandono da memorização sem raciocínio.
A reforma Francisco Campos teve grandes defensores e opositores, entre os últimos citamos o padre Arlindo Vieira, que criticava o excesso de conteúdos e era favorável ao ensino das humanidades clássicas e também era contra a fusão das disciplinas numa única ciência, a Matemática. Muitos professores também foram contrários à reforma, pois consideravam que a abordagem intuitiva rebaixava o ensino da disciplina. Outro problema era a falta de livros didáticos que contemplassem as mudanças propostas.
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