Bom dia colegas de grupo.
Tenho acompanhado as discussões sobre mestrado que começaram por ocasião da nota obtida pelo ProfMat.
Na minha experiência como professora do ensino superior público, tenho convivido com ex-alunos que fazem tanto o mestrado profissional quanto o acadêmico e percebo algumas coisas:
1. Há certa desconfiança quanto à qualidade de qualquer mestrado que traga no título a palavra "profissional". Bem fundamentada, ou não, o fato é que mestrado já não é mais aquilo tudo que um dia foi. Digo isto pelos itens abaixo.
2. Atualmente há uma quantidade inacreditável de bolsas oferecidas aos programas de pós, o que não havia na minha época de mestrado. Só os que obtinham melhor nota no curso de verão e melhor rendimento no mestrado a mantinham, o que eu acho justísssimo, dada a massa de vagabundos recebendo bolsa e não cumprindo o mínimo que os programas exigem, seja por falta de capacidade ou por negligência mesmo.
3. Alguns dos novos programas de mestrado têm tido procura muito baixa e acabam aceitando qualquer aluno, para manter o mínimo exigido pela CAPES. Tais alunos são empurrados até o final do curso, para haver a "formação" da primeira turma do mestrado.
4. Notas, rankings e classificações vindas do governo, não me dizem absolutamente nada.
5. A quantidade de alunos que um professor de mestrado a distância tem que orientar é absurda. Muita gente implica em queda de qualidade.
Bom, termino aqui minha opinião e deixo registrado o que todos sabem. Cada vez mais o governo pressiona as instituições por números e não por qualidade. Cada vez mais o aluno se conscientiza disto e aproveita-se deste absurdo.
Abraço a todos.






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