{ListaRepea} 07/06 - A Comunicação é um direito fundamental para alcançar a sustentabilidade (Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk - contribuição para carta de Brasília)

Blog Cidadãos do Mundo
jornalista Sucena Shkrada Resk
www.cidadaodomundo.blog-se.com.br
www.twitter.com/SucenaSResk

07/06/2012 18:02

Rumo à Rio +20 - O direito à comunicação, por Sucena Shkrada Resk

*O texto abaixo - "A Comunicação é um direito fundamental para alcançar a sustentabilidade" escrevi como contribuição à Carta de Brasília do Encontro Latino-Americano de Mulheres - Rio+20 Planeta Mulher - www.terraumplanetamulher.org, realizado em Brasília, entre 04 e 06 de junho deste ano, pelo Instituto Marka, do qual participei como palestrante na mesa Acesso à Informação, Sustentabilidade e Relações de Gênero (dia 6), e tratei do tema "A Educomunicação como Incentivo à Cidadania Sustentável".

Também se apresentaram nesse eixo temático - as jornalistas Carolina Stanisci, Soninha Francine, a arquiteta e urbanista Lilian Avivia Lubochinski e (por vídeo gravado especialmente para o evento), Maria Xosé Porteiro, do Instituto Galego/Cef...,da Espanha. A mediação foi de André Porto Ancona Lopez.

Esta carta é escrita a muitas mãos, com várias reflexões e sugestões no contexto da Conferência e pós Rio+20 e será publicada e divulgada pela organização do evento. Previamente a maior parte dos artigos pode ser consultada no blog http://metodologiaci.blogspot.com/

A comunicação é um direito fundamental para alcançar a sustentabilidade

Por Sucena Shkrada Resk*

O acesso à informação está diretamente relacionado ao direito à comunicação. Ambos possibilitam o reconhecimento da "existência" do outro e a nossa inserção como "sujeitos coletivos" nessa relação de troca, para que consigamos assumir um papel mais proativo no mundo. Mas apesar de estarmos no século XXI – na era da tecnologia -, e vivermos em contextos de regimes democráticos (além de algumas experiências de décadas de ditaduras), nos defrontamos com um "hiato" de avanços. Verificamos que é preciso haver ações mais consistentes de políticas públicas que viabilizem esses princípios, por meio de legislações, programas e práticas, tendo como quesito, a participação da sociedade civil, na construção na busca do desenvolvimento sustentável..

No âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), isso significa assegurar e aprimorar acordos, negociações e/ou tratados internacionais já estabelecidos e decidir o rumo do planeta, com a participação, de fato, de cidadãs (os) nas negociações realizadas pelas nações. Afinal, o sinal vermelho já foi dado, há muito tempo, em um mundo que atualmente ultrapassa a marca de 7 bilhões de pessoas, no qual, mais de 1,2 bi estão em extrema pobreza; 800 milhões de adultos são analfabetos (sendo muitos deles refugiados climáticos, das guerras...) e com a perspectiva real de aumento desse contingente vulnerável e excluído dos fóruns de decisões.

O contexto capitalista expõe uma série de contradições, em que temos desigualdades profundas nos campos social, econômico e ambiental; consolidadas em relações desiguais no campo geopolítico entre países desenvolvidos, "emergentes" e "pobres". Com isso, é possível perceber o quanto inúmeras "vozes" ficam "abafadas" nessa relação antagônica de forças.

Veja mais em http://www.cidadaodomundo.blog-se.com.br/ .
 

 

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